O caos carcerário no Brasil

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O ano de 2018 começou com uma sequência de rebeliões no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (GO). Foram três motins em apenas 5 dias. A segurança no local foi reforçada e a Diretoria de Administração Penitenciária implementou mudanças na rotina do local, com aumento no agentes e maior apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar. Para a Pastoral Carcerária, os fatos ocorridos no complexo repete o que ocorreu no início de 2017, quando 134 pessoas foram assassinadas nas duas primeiras semanas do ano em presídios da região norte e nordeste do Brasil.

“As rebeliões ocorridas no dia 1º de 2018 mostram, novamente, que o sistema carcerário não está em crise. Ele cumpre a sua função perfeitamente: torturar e matar a população que está atrás das grades, em sua maioria pobre e negra. Violações de direitos, superlotação, condições sub-humanas, tortura e mortes fazem parte do cotidiano do sistema carcerário brasileiro. Apenas quando o fato é chocante o suficiente, os olhos da população e da imprensa se voltam, horrorizados, para o que se passa atrás dos muros do cárcere”, diz a coordenação da Pastoral em nota.

O missionário redentorista Ir Diego Vinicius, que é membro da Pastoral Carcerária e visita regularmente o Complexo de Aparecida de Goiânia lembra que o local onde ocorreu a primeira rebelião deste ano deveria ser uma colônia agrícola para o regime semi-aberto. “Para este local são destinadas verbas altas para os detentos que já foram julgados pela Justiça trabalharem na agricultura da própria colônia. Só que infelizmente não sabemos o que é feito dessa verba. Sem falar que lá na colônia agrícola não tem se quer um pé de cebola plantado. Nós da Pastoral Carcerária sabemos que esta verba vem todos os meses para este fim. Mas infelizmente não é aplicada”.

A nota da Pastoral lembra que recentemente em Goiás já foram registrados outros casos que denunciam o caos do sistema carcerário do estado, como a rebelião no presídio da cidade de Santa Helena, que também aconteceu no dia 01 de janeiro, além de morte e fugas em Jaraguá no final do ano passado, uma rebelião em Catalão no mês de novembro e outra no presídio de Luziânia em setembro passado.

A Pastoral defende que “o encarceramento em massa não soluciona os problemas da segurança pública no País. O fato do Brasil ter a terceira maior população carcerária do mundo é prova disso”.

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