Pe. Geraldo em missão na Amazônia

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Pe. Geraldo Majela, missionário redentorista de Goiás, está desde o início de março colaborando com a Vice-Província de Manaus. A pedido do nosso site, ele partilha conosco um pouco de sua rotina. Escreveu no dia da Festa de São Clemente, 15 de março:

“Estou no barco, depois de um dia bem ocupado. O calor é grande, o barulho também (o barco fechado por causa dos insetos): os membros da equipe tentando assistir TV e eu tentando escrever. Por que estou aqui? Vim porque houve insistentes convites para colaborar com a Paróquia Nossa Senhora de Nazaré em Manacapuru, e eu, conhecedor da realidade achei muito difícil dizer um “não”.

A paróquia é formada por 96 comunidades espalhadas nas margens dos rios, paranãs (canais que saem do leito principal e volta a encontrar o mesmo) e lagos. Na cidade são 12 as comunidades, atualmente atendidas por dois padres e um irmão. Vim para colaborar sobretudo com as visitas pastorais nas comunidades do interior, visitas estas concentradas no primeiro semestre. Cada comunidade recebe a visita da equipe pastoral, formada atualmente por dois leigos e um padre, no período da manhã ou à tarde uma única vez por ano. Nestas visitas celebram-se Batismo de adultos, Crismas, 1ª Eucaristia, Matrimônios, Confissões, nem sempre acontece todos, às vezes sim! Raramente só a Missa. Batismo de crianças são realizados pelos ministros leigos. As visitas são realizadas durante a semana, o final da semana é reservado para a cidade.

Além, dos sacramentos, é um momento de “catequese” de avaliação, dos recados e mudanças na paróquia, daí a necessidade da equipe. Algumas dificuldades: as distancias são grandes! Ontem viajamos 8 horas para chegar na comunidade; há outras ainda bem mais distantes, as viagens são dispendiosas, manutenção do barco, combustível, motor de luz, alimento para as equipes e hás os imprevistos. O regime das águas também é irregular, às vezes, não se tem água, e às vezes o barco não chega; em outras é muita água, desalojando pessoas, as capelas alagadas etc. A comunicação também falha: dia 14/3 chegamos às 15 hs na comunidade, de acordo com o calendário, e a comunidade esperou às 9 horas. Provavelmente ficará sem celebração eucarística neste ano. Outra dificuldade: por conta das visitas serem realizadas em dias úteis, muitas pessoas tem seus compromissos, não podendo participar do encontro.

Os participantes das comunidades são pessoas pobres, não miseráveis. Pessoas que ganham a vida no cultivo e coleta de frutas, no plantio da malva e juta que fornecem uma fibra usada na fabricação de tecidos rústicos e também da pesca, embora o peixe esteja ficando escasso.
Para mim é uma alegria poder servir um pouco a estas pessoas e comunidades. Vejo interesse em ouvir a Palavra, em acolher a Boa Nova. Nesta atividade, me sinto redentorista anunciando a Palavra e Evangelizando os pobres”.

Pe. Geraldo Majella, C.Ss.R. de um barco perto de Manacapuru/AM

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