REDENTORISTAS NA PRISÃO

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Junioristas da Unidade Redentorista de Goiás colaboram com o trabalho da Pastoral Carcerária, e visitam regularmente o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (GO), que concentra o maior número de presos do Estado.  O local conta com cinco estabelecimentos penais, em uma área rural de mais de 100 alqueires: a Penitenciária Odenir Guimarães, onde estão os condenados do regime fechado do sexo masculino; a Casa de Prisão Provisória, que abriga presos provisórios do sexo masculino e feminino; a Colônia Industrial e Agrícola do Estado de Goiás: que acolhe condenados no regime semi-aberto do sexo masculino; a Penitenciária Feminina Consuelo Nasser; e o Núcleo de Custódia: que é a unidade de segurança máxima que receber tanto presos do sexo masculino provisórios, quanto condenados.

A Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Goiânia possui membros de diversas comunidades, entre leigos, religiosos e diáconos. Três redentoristas participam assiduamente: Fr. Thiago Azevedo, Ir. Diego Vinício e Ir. Allyson Duarte. Recentemente, o Pe. Natalino Martins orientou um retiro aos membros da equipe. Em Trindade, também o Pe. Henrique Strehl realiza regularmente visita ao presídio local.

A pedido do Portal Redentorista, o Ir. Allyson partilha uma reflexão a respeito deste trabalho.

Eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar”.  Mateus 25, 36

Deixar-se tocar pela experiência do outro é uma atitude de ousadia e coragem. O esforço de abandonar os pré-conceitos adquiridos pelo hábito social de qualificar negativamente a situação de cárcere e abrir-se a uma nova expectativa para enxergar o mundo, com os olhos daqueles que estão sujeitos a essa realidade é um desafio urgente e eminente. Contudo, chegar a essa maturidade pessoal exige um processo de conversão profunda, visto que agir e acolher conforme a maneira de Jesus Cristo solicita mais do que uma mera afeição sentimental, mas uma convicção de atividades exercidas.

Encontramos uma “facilidade” maior em visitar doentes, alimentar os pobres, vestir mendigos, até porque para isso não necessariamente temos de adentrar em seu mundo. Mas, guiados por Cristo, somos chamados a estar com aqueles menos favorecidos em todos os aspectos, seja sentar com eles, comer com eles e o mais difícil: escutá-los. Quando nós colocamos em atitude de escuta, somos conduzidos às profundezas interiores daqueles que nos falam, e podemos perceber o quão são vulneráveis e estão abandonados.

A Igreja, constituída por seus membros, está sempre atenta às realidades pessoais e procura a melhor forma de exerce aquilo que Cristo nos deixou com ensinamento, e um desses se concretiza por meio da pastoral carcerária. Todas as quartas, o grupo da pastoral carcerária regional de Goiânia se reúne e realiza visitas ao complexo prisional em Aparecida de Goiânia, fazendo-se presença, assistência e reivindicação de direitos básicos de que cada ser humano precisa para sobreviver. Em suma, lutamos pela dignidade humana daqueles que se encontram impossibilitados de reivindica-la.

Geralmente quando nos dispomos a algum serviço, somos conscientes de que existem fatores tanto positivos como negativos, e com a pastoral carcerária não seria diferente. Realizar um trabalho com a comunidade carcerária exige um desprendimento humano profundo e intenso; isso porque somos conduzidos a uma realidade repugnada pelo povo. Estamos em contato direto com aqueles que não são conhecidos pelo nome ou sobrenome, mas sim por suas infrações. Nessa dura situação a sua identidade pessoal é diretamente precedida por seus crimes. O trabalho da pastoral anseia em primeira instância romper com a visão determinista, projetando para a sociedade a consciência de que esses são nossos irmãos e estão ali em um possível processo de reeducação e reins

erção social.

A experiência de adentrar um presídio e ter um contato direto com o individuo encarcerado caracteriza-se em primeiro lugar como uma marca profunda que deixa-nos desestruturados interiormente em estar de fronte com alguém privado da liberdade além da própria dignidade, isso porque imaginamos um cenário e na realidade nos aparece outro bem diferente. Mesmo conscientes de que estão ali por algum delito, procuramos acompanhar pessoas e não penas; olhamos o ser humano que está encarcerado e que sofre por falta de seus direito básicos, que sofrem pela falta de escuta, pela falta de amor e de um olhar cristão.

Ser agente de pastoral carcerária é estar em profundo contato com as mazelas do mundo, é deixa-se atingir pelo convite de Jesus de ser presença onde muitos não querem ser, é tentar olhar o ser humano ali presente como um ser humano e não um numero penal. É ser irmão daqueles que precisam de um ombro no momento de dificuldade.

Ir. Allyson Duarte, C.Ss.R.

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