Testemunhas do Redentor

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A vocação, em seu sentido mais amplo, fala da nossa pertença ao Pai Eterno. Pertencemos a Ele porque nos consagramos mediante uma entrega fiel, devotada e autêntica. Em um mundo onde a maioria das relações é momentânea, onde os afetos são tão ligeiros, onde a realidade se apresenta demasiadamente superficial: a nossa vocação se remete à fortaleza de sermos território do Senhor. Isso não nos faz nem melhores nem piores. Faz-nos apenas servos de um tesouro vocacional e “esse tesouro nós o levamos em vasos de barro, para que todos reconheçam que esse incomparável poder pertence a Deus e não é propriedade nossa” (II Cor 4,7).

O Pai escolhe por nós e a comunidade cristã nos envia. O Filho nos chama pelo nome e a missão nos clama por desprendimento. O Espírito Santo nos concede o dom da fé e os pobres esperam pelo nosso testemunho. O sentido da nossa existência, enquanto pessoas consagradas ao Senhor – seja pelo Batismo, seja pela vida religiosa – vem do coração da Santíssima Trindade. Por mais que as dificuldades queiram amargar o sabor da nossa vocação, é preciso reconhecer que “O Deus de toda graça, aquele que os chamou em Cristo para a sua glória eterna, ele os
restabelecerá, firmará e fortalecerá, e os porá sobre firmes alicerces” (I Pd 5,10).

De modo particular, para nosso carisma redentorista, tudo isso se amplia na radicalidade de um seguimento e serviço ainda mais nobre e
intenso. É evidente que o carisma redentorista que nos identifica com Cristo Jesus Redentor precisa de uma instituição que o defenda e o preserve. Porém, devemos sempre nos lembrar que a instituição está a serviço do carisma e nunca deverá ser o contrário. Estamos unidos
pela fé como grupo missionário. Pessoas diferentes, de lugares, realidades e histórias diferentes. Chamados a sermos “Testemunhas do Redentor, solidários para a missão em um mundo ferido”.

O mês de agosto deve trazer à nossa memória a narrativa daquele “sim” de outrora, dito livremente, para que jamais nos esqueçamos de que
somos consagrados ao Deus que se entregou a nós por primeiro. Que cada um possa visitar o seu divino chamado, desde as águas do Batismo, sem deixar de pensar também em sua última moradia. São os frutos vocacionais, deixados nesta terra, que darão testemunho
de nós. Que ninguém se esqueça daquele generoso convite a ressoar em nossos orações: “Venha e siga-me” (Mc 10,21).

 

 

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.

Superior Provincial – Unidade de Goiás

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