Neste domingo (9), a Congregação do Santíssimo Redentor celebrou seus 293 anos de fundação, recordando a inspiração que deu origem a uma das mais atuantes comunidades missionárias da Igreja Católica. A data marca o nascimento oficial da congregação fundada por Santo Afonso Maria de Ligório, em 1732, na Itália, com o propósito de anunciar o Evangelho aos mais pobres e abandonados.
Durante quase três séculos de história, os redentoristas têm levado a mensagem da Copiosa Redenção a diversos povos e culturas, mantendo viva a missão de Santo Afonso: pregar a Palavra de Deus com simplicidade, proximidade e misericórdia. Em todo o mundo, são milhares de missionários que continuam a obra iniciada em Scala, seguindo o lema “Copiosa apud eum redemptio” — “Junto dele há abundante redenção”.
No Brasil, a presença redentorista é marcada por intensa atuação pastoral, evangelizadora e social. Comunidades, paróquias, santuários e obras de caridade expressam o compromisso da congregação com a promoção da dignidade humana e o fortalecimento da fé.
A celebração deste domingo foi ocasião de gratidão e renovação do compromisso missionário. Em diversas comunidades, missas e momentos de oração recordaram a história da congregação e os desafios da evangelização no mundo de hoje.
Mais de dois séculos e meio depois de sua fundação, os redentoristas seguem firmes no chamado de viver e anunciar o amor redentor de Cristo, com o mesmo zelo e ardor apostólico que inspirou Santo Afonso e seus primeiros companheiros.
Fundador da Congregação
Santo Afonso Maria de Ligório nasceu em 1696, em Nápoles. Brilhante desde jovem, tornou-se doutor em Direito aos 16 anos, mas, após uma decepção com o sistema jurídico, decidiu abandonar a carreira e ingressar na vida religiosa. Ordenado sacerdote em 1726, dedicou-se à evangelização dos mais pobres, promovendo missões e retiros populares.
Em 1732, fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, com a missão de levar a Palavra de Deus às comunidades mais necessitadas. Apesar das dificuldades iniciais, a obra cresceu e influenciou a Igreja em todo o mundo. Além de sua atuação pastoral, escreveu mais de 120 obras, incluindo Teologia Moral e Glórias de Maria, que se tornaram referências na espiritualidade cristã.
Sua contribuição para a Congregação foi essencial na formação dos missionários, enfatizando a pregação acessível e a proximidade com o povo. Ele estabeleceu um método pastoral baseado na misericórdia, tornando a confissão e a direção espiritual mais compreensíveis e acolhedoras — um dos pilares da espiritualidade redentorista.
Além disso, Afonso estruturou a Congregação com uma forte identidade mariana e eucarística, incentivando a devoção ao Santíssimo Sacramento e a Nossa Senhora. Seu legado permanece vivo na atuação dos Missionários Redentoristas, que continuam levando a mensagem da redenção aos mais necessitados.
Nomeado bispo em 1762, permaneceu no cargo por 15 anos, mas renunciou devido à saúde frágil. Faleceu em 1787, aos 91 anos. Foi canonizado em 1839 e proclamado Doutor da Igreja em 1871. Seu exemplo e ensinamentos continuam a inspirar gerações de missionários em todo o mundo.



