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Arquidiocese de Goiânia celebra 70 anos de história

A Arquidiocese de Goiânia celebra nesta quinta-feira (26) seu aniversário de 70 anos de criação, marcando uma trajetória de fé, evangelização e serviço à Igreja no coração do Brasil. Ao longo de sete décadas, a Igreja particular se consolidou como referência pastoral no Centro-Oeste, reunindo milhares de fiéis em torno da missão de anunciar o Evangelho e promover a vida em comunidade.

O arcebispo metropolitano de Goiânia, Dom João Justino, reforça que a caminhada da Igreja local tem sido marcada por investimentos concretos na formação e na organização pastoral. “Nós temos investido na Catequese de Iniciação à Vida Cristã, no fortalecimento dos organismos de sinodalidade, os conselhos, na pastoral vocacional, na organização dos setores pastorais, setor família, setor juventude, setor liturgia, setor missão”, destaca.

Esse trabalho, segundo ele, também passa por uma estrutura missionária que busca alcançar as comunidades de forma mais próxima e organizada. “E temos, junto disso, procurado fortalecer os vicariatos ambientais. Vicariato para a evangelização, vicariato para a solidariedade, vicariato para a cultura e educação. A partir da missão, ao redor destes três vicariatos, a missão acontece na base, nas comunidades e nas paróquias que estão organizadas em foranias e nos vicariatos”, explica o arcebispo.

Em sintonia com a Igreja no mundo, Dom João Justino, que também é vice-presidente da CNBB, ressalta ainda a importância de caminhar alinhado às diretrizes e ao magistério atual. “A ênfase é sempre estar em sintonia com as diretrizes da Igreja, e aí o pontificado de Francisco e de Leão XIV são muito importantes. Obviamente a tradição dos ensinamentos dos outros papas, mas estes trouxeram elementos mais recentes. E em sintonia com as diretrizes gerais da ação evangelizadora da Igreja no Brasil, propostas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB”, acrescenta.

A celebração dos 70 anos acontece em um contexto especial para a Igreja em Goiânia, que se prepara para sediar o Congresso Eucarístico Nacional, evento que deve reunir fiéis de todo o país.

Ao falar sobre a acolhida desse grande encontro, o arcebispo destaca o espírito de comunhão que marca a Igreja local. “Em primeiro lugar, trata-se de um exercício de hospitalidade. Vamos acolher muitos irmãos e irmãs que virão para o congresso, de modo especial, acolhendo os bispos, que neste tipo de evento da Igreja prioriza a participação, e receber-nos é um modo de manifestar ainda mais a hospitalidade e a comunhão de todo o episcopado”, afirma.

Além da dimensão celebrativa, Dom João Justino ressalta o caráter formativo do Congresso, que deve aprofundar a compreensão sobre a Eucaristia. “Gostaria de destacar ainda que o congresso é oportunidade de aprofundar no conhecimento desse mistério eucarístico, que se dá por meio de um simpósio teológico, onde conferencistas poderão oferecer partilha de conteúdos da teologia da eucaristia, na perspectiva da ação evangelizadora, da catequese, da pastoral, da liturgia, da teologia moral, da patrística”, pontua.

Para ele, o evento também deixará um legado importante para a Arquidiocese e para os participantes. “Então, esses conteúdos, iluminados pelo tema geral “Hóstias, vivas no mundo, para a glória do Pai”, serão de grande importância para todos os participantes e fica, certamente, um legado para os membros da Arquidiocese, que em número maior que de outras dioceses, porque nós estamos aqui na sede, poderão estes participantes ficarem enriquecidos com esta experiência da reflexão do conteúdo”, ressalta.

Por fim, o arcebispo evidencia o impacto espiritual que o Congresso deve proporcionar à Igreja no Brasil. “Mas, sobretudo, poderíamos dizer o ganho espiritual de viver esse momento eclesial de comunhão entre nós, ao redor do mistério eucarístico, que é a fonte da comunhão que somos chamados a viver na comunidade de fé”, conclui Dom João Justino.

História

Criada em 1956, a Arquidiocese de Goiânia surgiu em meio ao crescimento da capital goiana, com a missão de estruturar a presença da Igreja e acompanhar o desenvolvimento da região. Desde então, tornou-se um importante polo de evangelização no Centro-Oeste, reunindo paróquias, comunidades e diversas iniciativas pastorais.

O primeiro arcebispo foi Dom Fernando Gomes dos Santos, responsável por lançar as bases da organização pastoral e administrativa da Arquidiocese. Seu trabalho foi fundamental para a expansão da Igreja na região, consolidando paróquias e fortalecendo a vida comunitária.

Ao longo das décadas, a Arquidiocese de Goiânia continuou crescendo e se adaptando aos desafios de cada tempo, mantendo viva sua missão evangelizadora. Hoje, aos 70 anos, celebra não apenas sua história, mas renova seu compromisso de ser uma Igreja viva, missionária e em constante saída, fiel ao Evangelho e próxima do povo.