Começou nesta quarta-feira (15), no Santuário Nacional de Aparecida, a 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O encontro, que segue até o dia 24 de abril, reúne cerca de 400 bispos de todo o país em um dos momentos mais importantes da Igreja Católica no Brasil.
No centro das discussões está a definição das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), documento que deverá orientar a atuação pastoral da Igreja nos próximos anos. A proposta é resultado de um processo iniciado em 2022, marcado pela escuta de comunidades, dioceses e organismos eclesiais, em sintonia com o caminho sinodal vivido pela Igreja em todo o mundo.
Entre os temas em destaque nesta edição está o bicentenário das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé. A data convida à reflexão sobre a presença histórica da Igreja na sociedade brasileira e sua contribuição em diferentes áreas ao longo de dois séculos.
A assembleia deste ano acontece após um intervalo: o encontro anterior, previsto para 2025, não foi realizado em razão do falecimento do Papa Francisco. A retomada reforça a importância desse espaço de comunhão e decisão entre os bispos, especialmente diante dos desafios contemporâneos enfrentados pela Igreja e pela sociedade.
Ao longo dos dez dias, os participantes se dedicam a uma pauta extensa, que inclui desde análises da realidade social e eclesial do país até temas pastorais específicos, como a proteção de menores, a atualização de documentos voltados à juventude e a organização de eventos futuros. Também entram em debate a implementação do Sínodo sobre a Sinodalidade no Brasil e a aprovação de textos litúrgicos.
As assembleias gerais da CNBB, realizadas anualmente, têm justamente esse papel: avaliar o presente e apontar caminhos para o futuro da ação evangelizadora. Em um cenário de rápidas transformações sociais, o encontro busca reafirmar a missão da Igreja e sua atuação junto ao povo brasileiro.
A rotina da assembleia segue a tradição: momentos de oração, como as Laudes e a celebração diária da Eucaristia, se alternam com sessões de estudo e deliberação. A dinâmica busca unir espiritualidade e ação pastoral, características centrais da missão episcopal.
Mais do que um espaço deliberativo, a assembleia é também um momento de encontro entre os bispos de um país marcado por grande diversidade cultural e territorial. A partilha de experiências entre as dioceses contribui para a construção de respostas mais articuladas aos desafios da evangelização.
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