Maria Celeste do Santo Deserto, nascida Giulia Marcela Santa em 31 de outubro de 1696, em Nápoles, cresceu em um lar profundamente católico, onde desde cedo experimentou o amor divino manifestado em Jesus, seu “Sol Divino”. Com apenas onze anos fez a primeira comunhão e, aos dezessete, consagrou-se a Deus pelo voto perpétuo de castidade.
Aos vinte e um anos, entrou no Carmelo de Marigliano com sua irmã Úrsula e fez sua profissão religiosa em 1719. Porém, o fechamento do mosteiro revelou os planos de Deus para uma missão maior. Em Scala, tomou o hábito da Visitação em 1724, recebendo o nome religioso de Maria Celeste do Santo Deserto. Um ano depois, começou a receber luzes interiores pedindo a fundação de um novo Instituto, inicialmente rejeitada pelos responsáveis do mosteiro.

Em 1730, apresentou suas Regras a Santo Afonso, que reconheceu nelas a vontade divina. Assim, em 1731, nasceu a Ordem do Santíssimo Redentor, seguida pela Congregação do Santíssimo Redentor, fundada em um pequeno casebre anexo ao mosteiro. Ambos os institutos se dedicam a viver a “Vida de Cristo”, sendo Maria Celeste a inspiração de uma vida como “memória viva do Redentor”.
A vida de Celeste, contudo, foi marcada por provações. Expulsa de Scala e enfrentando oposição, iniciou um período de exílio de quatro anos, confiando sempre em Deus. Reformou mosteiros e, em 1738, chegou a Foggia, onde fundou o mosteiro do Santíssimo Salvador, conquistando amizades profundas e sendo reconhecida como a “santa priora”.
Maria Celeste faleceu em 14 de setembro de 1755, na festa da Exaltação da Santa Cruz. Sua beatificação ocorreu em 18 de junho de 2016, e sua festa é celebrada anualmente em 11 de setembro. Sua vida permanece um testemunho de fé, entrega e amor a Cristo e a Maria.
Oração
Santíssima Trindade, vos adoro do mais profundo do meu nada e vos rendo graças pelos dons e privilégios que concedestes à vossa serva, Beata Maria Celeste. Peço-vos que a glorifiqueis também na terra. Por isso, humildemente vos suplico: concedei-me, por sua intercessão, a graça que vos peço e que espero de vossa paternal misericórdia. Amém.
(Reze 3 Glórias e 1 Ave Maria)
Pe. Jefferson Nunes, CSsR
Comunidade Santo Afonso – São Sebastião (DF)



