Província Redentorista de Brasília

São Bartolo Longo: um apóstolo do Rosário

No dia 5 de outubro, completam-se cem anos desde que o nosso oblato, São Bartolo Longo (1841–1926), concluiu sua missão na terra. No ano passado, em 19 de outubro de 2025, ele foi canonizado pelo Papa Leão XIV, na Praça de São Pedro, em Roma.

Mas quem foi Bartolo Longo? Ele nasceu em uma família da média burguesia italiana, o que lhe proporcionou acesso aos estudos e uma sólida formação intelectual. Apesar da herança católica recebida de sua família, quando foi estudar Direito em Nápoles, em 1863, deixou-se seduzir pelas ideias espíritas e anticlericais de alguns de seus colegas.

Deus, porém, tinha uma missão para ele. Bartolo Longo entrou, então, em uma profunda crise espiritual. Graças a um professor, foi apresentado a um sacerdote dominicano, que se tornou seu diretor espiritual. Assim, converteu-se definitivamente à fé católica, tornando-se um ardente devoto da Virgem Maria e do Santo Rosário.

Ao retornar à sua cidade, não chegou a exercer a advocacia. Fez um voto de castidade e dedicou-se inteiramente às obras de caridade, seguindo as orientações do sacerdote redentorista Pe. Emanuele Ribeira, seu novo diretor espiritual. Posteriormente, também contou com o auxílio espiritual de outros redentoristas, como os padres Giuseppe Leone e Antonio Losito, todos atualmente em processo de beatificação.

Após um período em Nápoles, estabeleceu-se no “Vale de Pompeia”. Ali, evangelizava os agricultores pobres e ajudava na Paróquia do Santíssimo Salvador, reconstruída por ele, enquanto propagava incansavelmente a devoção ao Rosário.

São Bartolo Longo é o primeiro Oblato Redentorista canonizado

A chegada de um quadro de Nossa Senhora do Rosário, em 1875, levou-o a iniciar, juntamente com a condessa Mariana de Fusco e incentivado pelo bispo, uma grande campanha de arrecadação de fundos para a construção de uma nova igreja, desta vez dedicada à Virgem do Rosário.

Em 1884, fundou o jornal Il Rosario e la Nuova Pompei. Enquanto prosseguiam as obras da basílica, entre 1876 e 1891, fundou, em 1887, um orfanato para meninas, que posteriormente seria entregue aos cuidados de um grupo de religiosas fundado por ele, em 1897.

Já casado com a condessa De Fusco e atendendo ao pedido dos encarcerados, fundou uma instituição destinada a acolher, cuidar e educar os filhos e as filhas dos prisioneiros.

As obras da basílica continuaram, e o templo foi ampliado para acolher o grande afluxo de fiéis. Em 1894, foi declarado “basílica pontifícia”. Enquanto isso, Bartolo Longo prosseguia incansavelmente em seu apostolado.

Em reconhecimento à sua vocação e missão, profundamente ligadas à espiritualidade e ao carisma redentorista, foi-lhe concedido o título de “Oblato Redentorista”.

Quando faleceu, aos 85 anos, havia se tornado um dos maiores apóstolos do Rosário na época contemporânea. Na Basílica de Nossa Senhora de Pompeia repousam seus restos mortais, enquanto seu espírito goza da bem-aventurança junto às testemunhas de Cristo.

Que seu grandioso exemplo continue a inspirar tantos cristãos e cristãs a viver, com autenticidade, sua vocação batismal à santidade.

Pe. Wagner Gonçalves, CSsR

Cúria Geral – Roma (IT)