Província Redentorista de Brasília

Comemoração de todos os fiéis defuntos 

A Igreja, como uma verdadeira “assembléia dos santos” se reúne por excelência diante do Altar de Deus. E nessa presença do Senhor junto a ele na terra dos vivos, ofertamos um sacrifício de louvor, invocando o santo nome do Senhor (Cf. Sl 115/116). E assim “anunciamos a morte do Senhor até que ele venha” (1 Cor 11, 26).

É nesse espírito da Paixão,Morte e Ressurreição do Senhor que celebramos através do Santo Sacrifício da Missa que devemos entender o “mistério da morte”. Pois a Igreja nos ensina através das Escrituras que “fomos batizados em Cristo Jesus, e é na sua morte que fomos batizados. Portanto, pelo batismo nós fomos sepultados com ele na morte, para que como Cristo ressuscitou dos mortos, assim também nós vivamos vida nova” (Cf. Rm 6, 4).

A Palavra de Deus nos ensina que “fomos batizados em Cristo Jesus, e é na sua morte que fomos batizados. Portanto, pelo batismo fomos sepultados com Ele na morte, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos, também nós vivamos uma vida nova” (cf. Rm 6,4). Assim, com o apóstolo Paulo, podemos afirmar: “Se vivemos, é para o Senhor que vivemos; e se morremos, é para o Senhor que morremos” (Rm 14,8).

Tudo isso nos faz lembrar de algumas palavras da Missa de Comemoração de todos os fiéis defuntos, seguindo o mesmo esquema espiritual do Ritual das Exéquias, onde a Igreja reza com fé: “Senhor, para os que creem em vós, a vida não é tirada, mas transformada; e, desfeita esta morada terrestre, nos é dada uma habitação eterna no céu” (Prefácio dos Defuntos I). Aqui, a Igreja militante e a triunfante se unem à padecente, recordando que “é um santo e salutar pensamento orar pelos mortos, para que lhes sejam perdoados os seus pecados” (2Mc 12,46).

Nesse sentido, Santo Afonso Maria, que nos deixou pelos seus escritos uma verdadeira herança espiritual, também refletiu profundamente sobre o mistério da vida eterna e os “novíssimos”: a morte, o juízo, o inferno e o paraíso. Afonso nos convidava à devoção pelas santas almas do purgatório e ao compromisso de morrer para o pecado, para que, com fé e esperança, possamos dizer com Jó: “Eu sei que o meu Redentor está vivo” (Jó 19,25). Assim seja.


Pe. Gildevan Pinto Rocha, CSsR

Comunidade nossa Senhora das Graças – Nova Xavantina (MT)