A Congregação do Santíssimo Redentor ocupa um lugar de destaque na missão evangelizadora da Igreja Católica. Segundo o Ranking Pontifício de 2026, a congregação é a oitava maior entre os institutos religiosos masculinos em número de membros, reunindo 4.473 missionários presentes em diversos países e nos cinco continentes.
Fundada em 9 de novembro de 1732, na pequena cidade de Scala, no sul da Itália, por Santo Afonso Maria de Ligório, a congregação nasceu com uma missão muito clara: anunciar o Evangelho aos mais pobres e abandonados. Advogado brilhante, sacerdote zeloso, bispo e doutor da Igreja, Santo Afonso percebeu que inúmeras comunidades, especialmente as mais afastadas dos grandes centros, viviam sem assistência espiritual. Movido pelo desejo de tornar conhecida a abundante redenção oferecida por Cristo, reuniu os primeiros companheiros e deu início a uma obra missionária que, ao longo dos séculos, ultrapassou fronteiras e culturas.
Inspirados pelo lema “Copiosa Apud Eum Redemptio” — “N’Ele há copiosa redenção” (Sl 130,7) —, os missionários redentoristas dedicam-se à evangelização por meio das missões populares, das paróquias, dos santuários, da formação, da educação, dos meios de comunicação e das obras sociais, sempre procurando estar próximos daqueles que mais necessitam de esperança, acolhida e da Palavra de Deus.
Ao longo de quase três séculos de história, a Congregação expandiu sua presença para dezenas de países, tornando-se uma das maiores famílias missionárias da Igreja. Atualmente, seus 4.473 religiosos dão continuidade ao carisma deixado por Santo Afonso, testemunhando o amor misericordioso de Deus em diferentes realidades culturais e sociais.
No Brasil, os redentoristas desempenham um papel de grande relevância na evangelização, especialmente por meio de importantes santuários, missões populares, editoras, instituições de ensino, obras sociais e veículos de comunicação.
Celebrar a história da Congregação do Santíssimo Redentor é recordar o legado de Santo Afonso Maria de Ligório, cuja espiritualidade continua inspirando missionários e leigos a anunciarem, com criatividade e coragem, a Boa-Nova de Jesus Cristo. Quase 300 anos após sua fundação, o ideal do santo permanece atual: levar a todos a certeza de que Deus é rico em misericórdia e que, em Cristo, existe uma redenção abundante para toda a humanidade.
Ranking dos Institutos Religiosos Masculinos segundo o Anuário Pontifício 2026
| 1 | Jesuítas (SJ) | 13.768 |
| 2 | Salesianos de Dom Bosco (SDB) | 13.694 |
| 3 | Franciscanos (OFM) | 11.468 |
| 4 | Capuchinhos (OFM Cap.) | 9.685 |
| 5 | Beneditinos (OSB) | 6.124 |
| 6 | Missionários do Verbo Divino (SVD) | 5.641 |
| 7 | Dominicanos (OP) | 5.337 |
| 8 | Redentoristas (CSsR) | 4.473 |
| 9 | Carmelitas Descalços (OCD) | 3.877 |
| 10 | Franciscanos Conventuais (OFM Conv.) | 3.817 |
| 11 | Oblatos de Maria Imaculada (OMI) | 3.430 |
| 12 | Vicentinos (Padres ou Lazaristas) (CM) | 3.042 |
| 13 | Claretianos (CMF) | 2.961 |
| 14 | Irmãos das Escolas Cristãs (La Salle) (FSC) | 2.852 |
| 15 | Espiritanos (CSSp) | 2.826 |
| 16 | Carmelitas de Maria Imaculada (CMI) | 2.635 |
| 17 | Maristas (FMS) | 2.423 |
| 18 | Agostinianos (OSA) | 2.341 |
| 19 | Palotinos (SAC) | 2.305 |
| 20 | Dehonianos (SCJ) | 2.148 |



