Província Redentorista de Brasília

Missionário Redentorista segue Jesus com alegria

Desde criança me sinto bem na convivência com os missionários redentoristas e na pastoral, procurando seguir Jesus Cristo do jeito de Santo Afonso Maria de Ligório. Estou com 77 anos de idade. Com 54 anos de Vida Religiosa e 50 anos de sacerdócio.

Nasci em 1949 num ambiente rural entre os municípios paulistas de Tietê e Jumirim. Todos meus bisavós vieram da Itália. Meus pais (João Brandolize (+2011) e Júlia Tomazela (+1998) foram ligados à Igreja, com participação ativa nos movimentos e pastorais. Foi meu pai que, ainda na roça, me preparou, junto com as crianças das famílias vizinhas, para a Primeira Eucaristia.

Sou o primeiro entre 14 irmãos (seis homens e 8 mulheres). Até meus 9 anos vivíamos na roça (sem ser proprietários de terra). Para proporcionar estudos aos filhos, meus pais resolveram mudar para a cidade. Todos fizeram curso superior. Meus treze irmãos são casados (presidi a celebração matrimonial dos treze) e tenho 32 sobrinhos e 33 sobrinhos netos (por enquanto!). Dos meus irmãos, 9 moram em Tietê/SP e 4 na capital paulista. Um deles, faleceu em junho de 2026.

Pe. Maurício Brandolize, CSsR, dedica parte de sua missão à evangelização por meio da Rádio Difusora. Foto: Arquivo Pessoal/Pe. Maurício Brandolize.

Não tenho especialização nenhuma na área intelectual. Depois do curso médio, fiz somente os cursos normais exigidos para o sacerdócio, isto é, Faculdade de Filosofia e Teologia.

Vocação

Em Tietê, aos 10 anos, eu era coroinha na Igreja Santa Terezinha sob os cuidados pastorais dos missionários. Numa reunião, o redentorista Pe. Camilo (já falecido) perguntou ao grupo dos coroinhas quem gostaria de ir para o Seminário para ser padre. Todos levantaram a mão. Eu também disse sim, sem pensar muito. Mas, a partir daí eu de fato quis ser padre. Voltei para casa e avisei minha mãe que ia para o Seminário. Para ela e para meu pai foi uma surpresa, porque eles não esperavam. Mas foi uma surpresa que lhes trouxe alegria, pois, religiosos como eram, receberam a notícia como uma graça e uma bênção de Deus. Depois de um mês e meio, exatamente no dia em que eu estava completando 11 anos, aproveitando uma romaria para Aparecida-SP, eu estava deixando meus pais e meus irmãos e partindo para o Seminário. Por que redentorista? Simplesmente porque conhecia os redentoristas e me sentia bem com eles.

Serviços

Para minha formação sacerdotal e religiosa estudei 16 anos (dos 11 aos 27). Quando fui ordenado padre, em 1976, já fazia parte da equipe de formadores e me dediquei à formação de novos missionários redentoristas outros 16 anos, lá na Província de São Paulo e aqui em Goiás. Mas sempre estive ligado à pastoral. Em 1980 fui designado para ser diretor do Seminário Redentorista São José da Vila Aurora, Goiânia onde cheguei no dia 5 de fevereiro e permaneci 8 anos. Criada a Paróquia Santíssimo Redentor (dezembro de 1983), fui também seu primeiro pároco. Na década de 90 fiquei dois anos, ainda na formação e na pastoral da região assim chamada “Morro do Além” (Setor Progresso, Setor Perim, Vila Maria Dilce, Vila Cristina e adjacências).

Durante três anos fui ecônomo da Província Redentorista de Goiás, depois pároco da Matriz de Campinas por 6 anos. Naqueles anos tive a alegria de acompanhar o crescimento das Novenas Perpétuas. Em 1996 eram seis horários. Quando deixei a paróquia já eram 15 novenas toda terça-feira. O movimento aumentou tanto que Dom Antonio Ribeiro de Oliveira, então Arcebispo Metropolitano, declarou a Matriz de Campinas como Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Era a inesquecível terça-feira, 31 de outubro de 2000.

Pe. Maurício Brandolize, CSsR, compartilha uma trajetória marcada pela vocação missionária, pela dedicação à pastoral, à formação religiosa e à comunicação a serviço do Evangelho. Foto: Arquivo Pessoal/Pe. Maurício Brandolize.

A partir de agosto de 2002, fui morar e trabalhar na região Trindade II (Trindade Leste) com as Comunidades que formam, hoje, a Paróquia Nossa Senhora da Guia. Ali permaneci durante 16 anos. Voltei para a Matriz de Campinas por mais 7 anos como vigário paroquial. Desde 2024 faço parte da equipe do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno em Trindade.

Comunicação

Houve uma época da vida que eu dizia ser um ‘pároco caseiro’, isto é, vivia de casa em casa visitando as famílias… Hoje penso que ainda faço pastoral caseira, mas com outra estratégia. Entro nas casas através da Rádio Difusora. De fato, grande parte de minha vida tenho dedicado à pastoral através dos meios de comunicação. Não que eu tenha me formado profissionalmente nesta área de Rádio e de jornalismo. Realizo este trabalho na condição de amador. Digo ‘amador’ em duplo sentido. Primeiro, pela quantidade de anos no ofício, posso dizer que conheço superficialmente a arte de comunicar através de emissoras de rádio e de jornais nas comunidades. E também porque faço isso com amor e prazer. Apareceram as oportunidades e eu estou fazendo este caminho com gosto e satisfação.

No campo da imprensa, inventei em 1985 o ‘Rapidinho’ (Boletim Informativo dos Redentoristas de Goiás), com edição mensal até dezembro de 2024. Deixou de ser publicado um ano depois da instalação da Província de Brasília). Logo que fui designado pároco da Matriz de Campinas pensei e criei o jornal ‘Matriz’. Trabalhando como coordenador da Rede de Comunidades Nossa Senhora da Guia, fundei em 2003 o jornal mensal ‘Nosso Guia’. Na comunicação radiofônica apresento semanalmente desde a década de 1980 programas com músicas religiosas na Rádio Difusora de Goiânia.

Concluindo: desde criança me sinto bem na convivência com os missionários redentoristas e na pastoral, procurando seguir Jesus Cristo do jeito de Santo Afonso Maria de Ligório.

Pe. Maurício Brandolize, CSsR

Comunidade Divino Pai Eterno – Trindade (GO)