Província Redentorista de Brasília

Solenidade de Todos os Santos recorda a vocação de todos os cristãos à santidade

“Depois disso, vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro, vestidos com túnicas brancas e com palmas na mão” (Ap 7,9).

A imagem apresentada pelo livro do Apocalipse inspira a celebração da Solenidade de Todos os Santos, em 1º de novembro. A data convida os fiéis a contemplar a multidão daqueles que alcançaram a vida eterna e a reconhecer a santidade como um chamado dirigido a todos os cristãos.

A veneração dos santos remonta aos primeiros séculos da Igreja. Inicialmente, a devoção era dedicada sobretudo aos mártires, reconhecidos como testemunhas da fé que entregaram a própria vida por Cristo. Com o fim das grandes perseguições do Império Romano, homens e mulheres que viveram o Evangelho de maneira exemplar também passaram a ser reconhecidos e venerados pela comunidade cristã. Entre os primeiros santos não mártires está São Martinho de Tours.

A Solenidade de Todos os Santos teve origem no Oriente, por volta do século IV, e, ao longo dos séculos, difundiu-se pelo Ocidente. Em Roma, a celebração foi inicialmente realizada em 13 de maio. A partir do século VIII, a data de 1º de novembro passou a ser adotada na Inglaterra e na Irlanda e, posteriormente, também em Roma, no século IX.

Santos redentoristas: testemunhos de santidade a serviço do Evangelho

A Solenidade de Todos os Santos também é uma oportunidade de recordar aqueles que testemunharam o carisma redentorista por meio de suas vidas. Entre eles estão Santo Afonso Maria de Ligório, fundador da Congregação do Santíssimo Redentor; São Geraldo Majella, irmão redentorista reconhecido pela humildade e dedicação aos necessitados; São Clemente Maria Hofbauer, responsável pela expansão da missão redentorista para além da Itália; São João Nepomuceno Neumann, bispo que se destacou pela evangelização nos Estados Unidos; e São Bartolo Longo, primeiro oblato redentorista canonizado, cuja conversão foi acompanhada pelos Missionários Redentoristas.

As trajetórias desses cinco santos revelam diferentes formas de viver a fé e servir à Igreja. Suas histórias expressam a força da graça de Deus, a dedicação aos mais necessitados e o compromisso com a propagação do Evangelho, valores que permanecem vivos no carisma da Congregação.

Mais do que recordar aqueles que já alcançaram a glória do Céu, a Solenidade de Todos os Santos recorda que a santidade é uma vocação universal. A Igreja apresenta esses homens e mulheres como amigos de Deus, exemplos de vida cristã e intercessores que acompanham a caminhada dos fiéis.

A celebração também renova a esperança na vida eterna e convida cada cristão a olhar para além das dificuldades cotidianas, reconhecendo que a existência humana tem uma finalidade: a comunhão definitiva com Deus.

Como recorda a Primeira Carta de São João: “Desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser” (1Jo 3,2). Assim, a Solenidade de Todos os Santos aponta para a promessa de uma vida plena em Deus e encoraja os fiéis a percorrer, no cotidiano, o caminho das Bem-aventuranças.